Qual o problema dos xing lings?

21 de março de 2014
xing ling

Na última segunda-feira, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou o lançamento de uma ação de rastreamento de aparelhos eletrônicos não homologados para que eventualmente eles sejam impedidos de operar normalmente.

A medida ganhou o nome de Siga, Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos. Os gagdets rastreados não seriam somente os celulares, mas também tablets e máquinas de cartão (aparelhos que usam chips e estão conectados a alguma rede de celular). O rastreio seria feito através do IMEI, registro internacional de aparelhos com tecnologia celular.

Segundo a Mobile Manufactures Forum (MMF), esses celulares “falsificados” dão prejuízos de US$ 6 bilhões a governos e fabricantes. Outros produtos que seriam rastreados seriam alguns aparelhos importados não homologados pela nossa agência nacional. A Anatel explicou a medida: aparelhos sem o devido registro podem causar interferências em outros equipamentos de comunicação, como torres de controle de aeroportos.

Esse seria o problema técnico dos xing lings.

Pelo que havia sido anunciado, até setembro os aparelhos seriam rastreados e depois eles parariam de funcionar. Mas agora a Anatel desmentiu e afirmou que o “Siga” está em fase de teste e só depois de os dados sobre os aparelhos serem coletados é que as medidas serão anunciadas.

Não estamos aqui questionando politicamente o Siga, nem economicamente. Mas não podemos negar o pensamento: muitos dos usuários de tecnologia no Brasil devem ter um aparelho xing ling. Por que? Talvez porque seja caro comprar outros produtos. Nem todo mundo entende de tecnologia e vai preferir um produto homologado pela Anatel, com manutenção garantida e suporte das fábricas. Muita gente compra pelo preço. Muita gente só quer “poder usar”. É importante observar que esses aparelhos podem causar interferência no funcionamento de nossas redes, mas vemos uma situação de “cruz e espada”. Como tornar a tecnologia realmente mais acessível?

Esse caso também pode nos fazer lembrar quando o Playstation 3 foi lançado no Brasil e a carga de impostos elevou muito seu preço. Nós vivemos numa potência mundial que ainda não oferece aos seus cidadãos uma realidade econômica de grande potência. Poderíamos até falar sobre a velocidade de internet por aqui… É um caso parecido, mas esse assunto fica para outro post. A pergunta que fica é: qual o problema da tecnologia no Brasil?

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