O cinema DSLR e a democratização da produção audiovisual:

16 de julho de 2013
camera

 por  César Macedo*

 

Já faz algum tempo, que temos observado um avanço tecnológico cada vez mais rápido e acessível a um número cada vez maior de pessoas. E, junto com essa acessibilidade tecnológica, vem também o aumento na produção dos conteúdos que são consumidos através de gadgets, sejam eles celulares, tablets ou por meio do próprio computador.

 

É importante lembrar que isso tudo só pode ser viabilizado pela internet, que disponibilizou um território fértil para a troca de informações e forneceu as plataformas necessárias para a hospedagem e divulgação desses materiais.

 

Entretanto, neste post, irei me concentrar nos recursos tecnológicos responsáveis pela captação dos vídeos e mais especificamente nas câmeras DSLRs, que popularizaram a produção de conteúdos audiovisuais com uma qualidade técnica e por um preço acessível, levando uma tecnologia, antes restrita as grandes empresas de comunicação, às mãos de pessoas normais.

 

Com uma rápida observada no conteúdo de sites como Youtube ou até mesmo no Vimeo, que se propõe a atuar como uma plataforma direcionada a conteúdos profissionais, é possível perceber que a quantidade de vídeos cresce assustadoramente. Números dão conta de que, a cada minuto, cerca de aproximadamente 100 minutos de vídeos são “subidos” no Youtube e o mais popular já superou as 1,6 bilhões visualizações.

 

Mas o que gostaria de promover neste espaço é uma discussão acerca da qualidade dos materiais disponíveis nessas plataformas, principalmente no que diz respeito à mensagem que muitos deles transmitem.

 

A qualidade técnica se tornou uma característica básica, uma vez que a maioria dessas câmeras realizam captação em FullHD (1920x1080p) o que garante filmes esteticamente atrativos. Entretanto, no que diz respeito ao conteúdo, o discurso de muitos deles está se tornando cada vez mais vazio, dando lugar a uma contemplação que leva em conta fatores unicamente visuais, onde o que vemos é uma verdadeira enxurrada de filmes com roteiros pobres e entediantes e propagandas com posicionamento e conceitos fracos.

 

O que cabe a nós como prosumers é filtrar o que não nos interessa uma vez que atualmente a velha máxima de Glauber Rocha “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” está perdendo um pouco do seu significado. Especialmente no que diz respeito à ideia na cabeça.

 

E ai, será que essa democratização é realmente válida?

 

*César Macedo é publicitário e apaixonado pelo mundo da sétima arte. Teve passagem pelo departamento de RTV de várias agências de publicidade em Juiz de Fora. Estudou cinema na New York Film Academy em Los Angeles e agora planeja abrir a sua própria produtora de vídeos.

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