Music Branding: se você já ouviu falar sobre isso e não entendeu muito bem

19 de fevereiro de 2014
music brand

por Maria Fernanda Manna*

Há um ano, e em um dia comum como este, eu estava louca. Sétimo período da faculdade e ser saber o que fazer no TCC. Até pensei em analisar o filme que conta uma história com as músicas dos Beatles (é, esse mesmo que você está pensando, o Across the Universe), porque a única coisa que eu sabia era que queria música no meio. Mas quando li sobre Music Branding parece que uma semente foi plantada aqui dentro da minha cabeça. Então, vou explicar da forma mais simples qual é a desse nome e tentar fazer você imaginar direitinho.

 

Imagine a loja de uma marca da qual você é fã. Você sempre ama as roupas e até observa que a logomarca te passa confiança, as cores, tranquilidade, e o ambiente deveria seguir essa mesma linha. Um dia você vai às compras, entra nessa loja e depois de alguns minutos percebe que alguma coisa está te incomodando. Independentemente disso, você continua olhando entre blusas e vestidos, entre calças e jaquetas, até que entra no provador, experimenta o que escolheu e para em frente ao balcão para acertar o valor. Ao escutar o barulho da máquina do cartão de crédito, enfim você percebe o que tinha lhe causado tal incômodo. Era um tal de “elemento invisível”: o som.

 

Hoje em dia, lojas, bares, restaurantes e outros inúmeros tipos de estabelecimentos se preocupam não só com a imagem visual que a sua marca transmite para os seus consumidores, mas com um cuidado que vai além: as estratégias, como o Marketing Sensorial. Ele está na luz que o ambiente se encontra, no cheiro único e característico, na cor de uma parede ou dos objetos que compõem o lugar e na música que está tocando nas playlists das caixas de som localizadas.

 

Toda essa preocupação acontece pela atenção que os consumidores estão exigindo através de um tratamento personalizado, de uma experiência nova que está sendo oferecida no momento de compra e na fidelidade da relação mais valorizada entre produto/cliente e cliente/consumidor. Isso implica na construção final de uma identidade própria, aquela que em um estalar de dedos vai ser lembrada e reconhecida pela sua música, pelo seu Branding musical que personificará, ou seja, dará vida à marca.

O primeiro livro sobre Music Branding no Brasil que foi lançado ano passado do Guto Guerra, um dos donos de uma agência de Music Branding no Rio, a Gomus.

O primeiro livro sobre Music Branding no Brasil, que foi lançado ano passado por Guto Guerra, um dos donos de uma agência de Music Branding no Rio, a Gomus.

 

A ideia de aproximar marca e público tendo como principal elemento a música para criar laços mais estreitos e afetivos é simples. Tanto que o trabalho de Music Branding está sendo compreendido e levado cada vez mais a sério. Estamos falando da gestão musical de uma marca de maneira planejada, coerente e integrada, porque além de todo embasamento técnico, o Music Branding tem lógica. A composição de novas harmonias para um determinado lugar ou simplesmente a aplicabilidade de um tipo de som, estão formando profissionais capacitados e suprindo a necessidade fomentada pela publicidade: criar novas áreas no mercado.

 

Com o som, uma marca passa a estar mais presente e a fazer parte da vida das pessoas não só no consumo, mas no cotidiano e nas emoções. Quando ela consegue essa admiração pelo seu público, a fidelização aumenta e ela conquista muito mais do que clientes, ela conquista fãs. Quando você consegue dar voz” à identidade, cria-se um vínculo emocional e uma identificação maior com o público.

 

Por isso, quando uma trilha é escolhida de forma adequada não só o fluxo de um estabelecimento pode aumentar, mas as pessoas também podem se aproximar porque o som está no ritmo que agrada. Não basta ter gosto, mas sim senso e percepção. Não basta também deixar a funcionária escolher o som que ela quiser. Que fique bem claro, a gente está falando de Marketing.

 

*Maria Fernanda Manna ainda não acredita que saiu da faculdade apesar de já ser uma Publicitária. Trabalha com redação, com muitas palavras, mas se depender dela, o mundo vai estar sempre cheio é de música.

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