Marketing digital e conteúdo em vídeos

7 de maio de 2013
marketing digital conteudo video

Por Vítor Campanha*

 

Tendo trabalhado por um bom tempo com vídeo, e agora, com conteúdo escrito para web, pensar em como as duas coisas se combinam acaba sendo inevitável. E ao se falar em conteúdo e vídeo, é o Youtube que me vem à mente; além da plataforma, a forma de interação e potencial de engajamento que o conteúdo tem conseguido.

 

Nesse ponto a publicidade acaba se cruzando com o marketing digital de forma mais visível, e a mudança no panorama da comunicação “emissor-receptor” para um modelo mais interativo também é claro. Um exemplo: a campanha Oral-B Complete, que contou com um vídeo de sucesso no Youtube. Uma ideia simples e, na minha opinião, genial.

 

 

Apesar de ser um comercial que poderia estar presente na televisão, foi concebido para se tornar um viral na internet. E é aí que o modelo muda. O espectador só vai assistir se tiver interesse, sendo necessária muita criatividade, mesmo se tratando de um anúncio patrocinado no Youtube .

 

Tenho o costume de sempre ler os comentários dos internautas em vídeos e notícias na web, o que traz reflexões interessantes, das quais tratarei em próximos posts. Nesse caso, o que me chamou atenção foi o seguinte:

 

oral b complete

Temos uma nova forma de pensar a publicidade em tempos de interatividade? Seria uma nova ordem – “publicitários e marqueteiros, vocês tem alguns segundos para convencerem as pessoas a assistirem ao seu conteúdo”? Não podemos ser pretensiosos e apontar isso como nova regra: inovações tecnológicas não param, plataformas e redes sociais vem e vão. Mas cabe a reflexão.

 

A TV na internet

 
Uma provável migração do público da TV para a internet não é um assunto novo, e a ideia apocalíptica de pessoas abandonando a televisão não me parece adequada. Mas como falamos, os meios se reformulam, isso é fato. O canal Porta dos Fundos, por exemplo, criado por um grupo de humoristas, atores e blogueiros já conhecidos de outros carnavais já é o canal do Youtube mais acessado do Brasil.

 

Obviamente o assédio de emissoras de TV começou, junto com dois coros diferentes: o das pessoas que acreditam que eles deveriam ir para a televisão e dos que são contra, pois acreditam que fora da internet a essência do grupo se perderia. Os próprios criadores parecem estar nesta segunda parcela.

 

Em entrevista recente ao programa Roda Viva, Antônio Tabet (que também é o blogueiro do Kibe Loco) e o diretor do grupo, Ian SBF, disseram acreditar que não ganhariam muito com a ida para a TV. De fato, como colocar todos os palavrões e o humor escrachado na televisão sem perder a identidade? Em uma entrevista a Rafinha Bastos no Youtube, Gregorio Duvivier comentou sobre o bom retorno financeiro dos humoristas com – adivinhe – a publicidade patrocinada nos vídeos!

 

Fábio Porchat, em entrevista à Época Negócios, disse que financeiramente seria possível viver do Porta dos Fundos. Até porque, com o sucesso, muitas empresas contratam o grupo para vídeos promocionais – como o Spoletto, que o fez para reverter críticas em uma das esquetes dos humoristas, a Fiat, o chocolate Bis

 

 

 

E, assim, TV e internet vão se reinventando e complementando, para a felicidade das marcas que sabem utilizar marketing digital, publicidade e conteúdo em vídeo a seu favor. O que mais vem por aí? Depende: da tecnologia, da criatividade e do mercado.

 

*Vítor Campanha trabalha como Webwriter na Virtual AD, sendo responsável pelo Coletivo Virtual. Formado em Comunicação Social pela UFJF, trabalhou também como repórter de TV e desenvolve pesquisas sobre comunicação e interação nas redes sociais.

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