Google Glass, Movimento Offline e a gente no meio dessa mistura

6 de junho de 2013
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Por Henrique Hallack*

 

Quando li sobre o lançamento do Google Glass pela primeira vez , pensei ser um daqueles prótotipos futuristas de carros. Modelos visionários que não serão fabricados nem agora nem ano que vem, mas daqui uns 10 anos.

 

Estava errado. O Google Glass já foi lançado e está em pleno uso: desenvolvedores trabalhando a mil, aplicativos sendo lançados (já tem até um pornô, vide foto), consumidores fazendo fila.

tits e glass

Ao que parece, o Glass proporciona uma imersão semelhante a de um smartphone alto nível, ao alcance dos seus olhos e sem lhe ocupar as mãos. Aplicativos  como Foursquare e Instagram se tornam utensílios diários. Durante uma volta pela rua, tais aplicativos passam a sinalizar os melhores lugares ou mostrar a localização de fotos tiradas pelos seus amigos. Não é muito difícil imaginar tal situação. Filmes como Minority Report e Exterminador do Futuro dão um pequeno exemplo da utilidade do “óculos do futuro”.

 

Eu pessoalmente não consigo mais utilizar o Foursquare com tanta frequência (o único benefício que obtive foi ganhar um combo surpresa em um restaurante japonês em Buenos Aires), porque acho que aqui no Brasil ele passou pelo ´boom´ sem ter sido utilizado. Já no Instagram vira e mexe publico uma foto, mas a busca por fotos a todo momento também não conseguiu me captar.

 

O que quero dizer é que apesar de serem extremamente utilizados, tais aplicativos possuem também cada vez mais usuários que não são assíduos. Dessa premissa, vou para o outro lado do assunto.

 

Enquanto uns procuram por imersão total, cresce cada vez mais a busca pelo mundo desconectado, um ‘Movimento Offline’. Ações recentes demonstram o incômodo geral com os plugados. Aquelas pessoas que se você der uma brecha, abrem o Facebook no celular.

 

A questão é: como abordar esse novo público que se forma? Qual seria o equilíbrio certo entre total imersão e um mundo offline de modo a transmitir uma comunicação coerente? Não acho que precisamos de apelos como o do copo que só fica em pé com o celular embaixo dele (afinal eu não quero o meu celular molhado). Nem 8 nem 80.

 

Enxergo o consumidor geral um tanto quanto preguiçoso. Ações que juntem on e off são consideradas arriscadas (na nossa região, claro). Exemplo: Veja a dica on e busque pelo produto em off. Eu como bom internauta, não vou sair da minha casa para participar de gincanas publicitárias. Não ignoro que existem consumidores para tal ação.

 

Outro dia estava conferindo as páginas que curto no Facebook e cheguei a uma conclusão. A grande maioria eu não acompanho mais porque as esqueci. Ou elas esqueceram de mim?

 

Este texto é um convite para uma reflexão. Qual é o nível de imersão dos nossos consumidores?  Até aonde a presença virtual de uma marca pode ir de modo a não ser intrusiva e também não ser esquecida?

 

Nessa época de bombardeio virtual, aonde encontro um abrigo seguro e com internet?

 

*Corinthiano fanático. Viu O Iluminado quando tinha 11 anos, o que mudou sua vida. Depois de sofrer 2 anos na Economia, virou Publicitário, com olhos para áreas de Redação, Planejamento e Audiovisual. Um dia ainda abre um restaurante com mesas pequenas, ladrilhos azuis e cerveja gelada. E claro, um jogo de futebol ao vivo.

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