Adaptações: cada um tem que ficar no seu lugar?

26 de março de 2014
cinema adaptação

Polêmica cultural eterna: adaptação de livros para o cinema, ou de games para o cinema, ou vice-versa, versa-vice, entre outros. Por que na maioria das vezes as adaptações fazem os fãs olharem torto?

 

Sabemos que muitos produtos não tem muita razão de existir além do lucro (incluímos aqui algumas continuações, remakes, entre outros). Todo produto que vai ser vendido é baseado no mercado. Mas a ideia de transpor uma obra cultural para outro meio é mais próxima de um “processo criativo resumido”.  Há uma ideia pronta que será adaptada para render mais frutos.

hobbit

Isso aí é MEU livro?!

Meios diferentes têm linguagens diferentes. Adaptar é isso: tornar uma linguagem adequada para uma plataforma diferente da original. Na teoria, o espectador deveria entender isso (não entramos aqui no mérito de adaptações boas ou ruins, diga-se de passagem), mas ele não entende. Por quê?

 

Porque ele não é diretor, nem escritor nem afins? Talvez. Na verdade, ele não entende porque, geralmente, ele é fã. O “fanatismo” é emocional. Cada indivíduo tem sua própria relação com seus ídolos, com seus objetos de devoção. Essa devoção é criada com a obra original. Ao ser adaptada, essa obra pode ser considerada maculada, segundo os fãs mais xiitas. Maculada, mas invencível, porque o sentimento do fã nunca muda.

 

Vale lembrar que uma adaptação sempre é uma obra única. Baseada, mas existe em si mesma. Comparações não levam a lugar algum, já que cada coisa vai tocar um espectador de uma forma diferente.

 

E vai que a adaptação é boa? Aí é só alegria pra todo mundo!

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