A internet não é mais “terra de ninguém”

11 de dezembro de 2012

Como Agência Digital, devemos ter, assim como outras empresas do ramo, responsabilidade total com o que postamos na rede. Seja nas redes sociais ou nos blogs, este é o nosso trabalho, e sabemos melhor do que ninguém da seriedade necessária ao colocar informações na web. Por isso, podemos afirmar com certeza que, hoje, a internet não é mais “terra de ninguém.”.

 

O tema foi levantado recentemente pelo texto “A internet não é mais um território anárquico”, do jornalista Marcelo Rebelo, no Webinsider.  A hipótese levantada é justamente essa: não é mais possível não ser responsabilizado por postagens na internet.

 

Como exemplo, é citado o caso do jornalista Geneton Moraes Neto. Ele fez uma entrevista, em 2010, na Globo News, com  Geraldo Vandré. Era a primeira entrevista do cantor para a TV em 37 anos. Foi quando um usuário do Twitter fez uma postagem dizendo que o jornalista teria “roubado” as perguntas feitas de um trabalho de conclusão de curso de Jornalismo.

 

Geneton levou o caso à justiça, pois, segundo ele, “ninguém pode usar impunemente a Internet para escrever o que quiser e agredir a honra alheia.”.  O autor do tweet foi condenado, em 2011, a 20 horas de serviço comunitário ou pagamento de multa. O jornalista termina afirmando: “Atenção, todos os carros; atenção, twitteiros, facebookeiros, blogueiros, orkuteiros: a tribuna da Internet é livre, mas, quando forem escrever, meçam as palavras, como fazem jornalistas responsáveis.”. Ele conta toda a história em seu blog.

 

Em maio deste ano foi a vez da estudante de direito Mayara Petruso ser condenada a 1 ano, cinco meses e 15 dias de reclusão por um tweet publicado por ela na época das eleições. Ao comentar sobre a eleição de Dilma Rousseff – que venceu em todos os estados do nordeste – a estudante paulista twittou a frase: “Nordestisto não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado” (sic). A pena foi convertida em prestação de serviço e multa, mas o processo ainda está correndo: o Ministério Público Federal optou por recorrer, por considerar a punição insuficiente.

 

Os usuários da rede vigiam seus passos

 

Foram internautas revoltados com a atitude da estudante que, inicialmente, repercutiram o caso. E este é outro ponto interessante. A resposta dos próprios usuários da rede – mesmo quando não se trata de fatos tão graves quanto o tweet preconceituoso – mostra o que “cai bem” ou não na web.

 

Na última semana um colunista da Revista Veja teve de se desculpar por postar uma montagem – bem mal feita, há de se dizer – em uma crítica ao ex-presidente Lula. Apesar de reconhecer o erro, não há mais como evitar a enxurrada de comentários a respeito nas redes sociais, incluindo os de internautas que questionam se a postagem da imagem teria mesmo sido um equívoco.

 

  

 

Da mesma forma, encontramos em redes sociais o compartilhamento de imagens ou mensagens com informações falsas. Na semana passada, após a morte de Oscar Niemeyer, circulou no Facebook uma montagem com o arquiteto usando uma camisa do Flamengo e a frase falsa, atribuída a ele, de que em 104 anos nunca tinha visto o time ser rebaixado no Campeonato Brasileiro. O que poucos pesquisaram, é que Niemeyer torcia pelo Fluminense.

 

Pura brincadeira de torcedor, claro, mas algo para se refletir: como nas famosas e desagradáveis correntes de e-mail, o conteúdo vai sendo replicado sem critérios. Porém, com a maior possibilidade de interação nas redes sociais, sempre vai haver alguém para desmentir a informação. Provavelmente, em situação parecida, o colunista da Veja caiu em uma cilada – e no caso dele, a repercussão negativa foi bem maior do que em uma rivalidade futebolística.

 

Resta a pergunta: e você? Pensa bem antes de postar ou compartilhar algo nas redes sociais ou blogs? Se não, é melhor começar a prestar atenção. Todos estão cada vez mais conectados e interagindo. Apure e pesquise antes de publicar algo para não ser enganado. Sempre vai ter alguém de olho no seu conteúdo, incluindo a Justiça, que nos casos aos quais se aplica, vem sendo feita, mesmo em crimes de 140 caracteres.

 

Fontes:

Dossiê Geral

Webinsider

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