A batalha diária do 3G

29 de abril de 2014
3G Lento

É cansativo, exaustivo, faz a gente perder a paciência. Todo dia, quando vamos usar nosso smartphone, passamos por esse problema (só se você for abençoado com uma rara conexão boa, mas que ainda poderia ser melhor, acredite): o 3G é lento demais. Nessa batalha sem lados, quem perde somos sempre nós mesmos.

 

Por que será que nosso 3G é tão ruim? As razões são bem simples, na verdade. Primeiro: o crescimento do uso de internet por celular no Brasil aumentou rápido demais, de uma forma que as operadoras não estavam preparadas para lidar. Aumentou o número de smartphones e o uso se tornou mais sofisticado: cada vez mais conteúdos pesados são consumidos.

 

Ainda temos poucas antenas nas cidades, e elas ficam congestionadas. Nos EUA, uma operadora só (a AT&T) tem mais antenas que as cinco maiores operadoras do Brasil (considerando uma área geográfica parecida). Nós temos mais ou menos 64 mil ERBs (Estações de Rádio-Base, metade da quantidade que há no México. E não é simples para as operadoras instalaram mais antenas, pois há leis restritivas para a instalação de novas antenas em muitos lugares e nossa famosa burocracia também não ajuda.

Grandes concentrações de pessoas também não têm seus problemas resolvidos se mais antenas forem instaladas, somente: algumas configurações de uso dependem de esquemas diferenciados de tráfego. Maior que o problema das antenas é o problema com o transporte de dados: a estrutura para tal ainda é precária (nem a chegada do 4G não vai mudar isso como se pensa).

 

Pra termos uma ideia do problema que representa um 3G ruim: o Iphone, referência de vanguarda tecnológica, só tem versão 4G para seus smartphones mais recentes, o 5S e o 5C. Quer dizer que o 3G deveria ser suficiente para usar tudo que está disponível pra gente.

 

O que fazer? Reclamar. No Brasil, ainda se reclama pouco. Acabamos nos contentando com o pouco que está disponível. Dependemos das operadoras, mas antes elas dependem de nós. Kamran Kashi, CEO da Gladiator Innovations, empresa de mediação da qualidade de tefefonia móvel em vários países, diz que nós somos tolerantes demais com a má qualidade do serviço, mais que deveríamos ser.

 

A burocracia podia ajudar um pouco. Brigas entre Estado e Setor Privado não ajudam muito. Fora isso, o que nos resta é esperar.

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